Há uns 2 anos atrás, uma família que morava a alguns metros daqui resolveu se mudar. Outra família se mudou para aquela casa.
Agora, 2 vizinhos colocaram suas casas à venda. Vão se mudar, e outras famílias se mudarão pra essas casas.
Algumas pessoas que conheço também se mudaram. De casa, de bairro, de cidade, até de país. Só não mudaram de planeta porque são um bando de bunda-mole que não curte adrenalina de verdade.
Mas olhando tudo isso, percebi que esse negócio de mudança faz bem de vez em quando. O que fiz eu, então? Bem, depois de 5 anos por aqui, estou deixando este endereço para... postar em outro lugar.
Eis meu novo endereço. Tá esperando o que, mané? Bora pra lá!
Hasta la vista, Blogger Brasil!
Alguém ainda lê - no sentido literal - esse blog? E com "literal" eu quero dizer "literal". Sabem, a palavra "literal" perdeu o seu sentido real. Algumas pessoas chegam a dizer "estou literalmente fodido" e eu fico chocado ao perceber a que nível anda esse negócio de liberdade sexual. Isso quando não fico chocado ao perceber que alguém mudou repentinamente sua preferência sexual.
Mas aí eu lembro que "literalmente" não está sendo, literalmente, bem usado. E fica tudo beleza.
Onde eu estava mesmo?
Ah sim. É, ando sumido por aqui. Os motivos são vários. Cito, primeiramente, a preguiça. Este pecado capital tem me consumido vorazmente, quase que literalmente - eu disse "quase". Acrescento aos motivos: faculdade, estágio, chimarrão, preguiça, boemia, sem-vergonhice, preguiça, cara-de-pau. Ah, quase esqueço: ainda tem a preguiça.
Vou usar este parágrafo pra dizer que o último parágrafo desse texto será direcionado àquelas pessoas que só lêem o último parágrafo de cada texto. Afinal, há muitos leitores preguiçosos nessa internet. Inclusive eu. Essas pessoas passam os olhos por cima do texto, voando - quase que literalmente -, e lêem somente o último parágrafo. Ok, aí está o aviso.
Outro motivo para o meu sumiço daqui é que eu não sei quem realmente lê essa bagaça. Escrever um texto e ter 1 ou 2 comentários - além daquele que, literalmente (literalmente), diz "OIII LEGAU SEU BLOG MI VIZITA PLIXXX KKK TKX!" - é realmente desmotivador. Isso quando há comentário.
Além disso, essa porcaria contém mais erros que o meu computador. Eu gostaria de mudar de endereço, provedor e tudo o mais, mas isso implicaria em obter um novo layout, além de outros conhecimentos de programação. Como meus conhecimentos sobre isso são tão profundos quanto um penico de brinquedo, eu sempre deixo passar. Mas uma hora eu crio paciência e faço isso.
No mais, tenho projetos de escrever cartas, livros, teorias, leis, tratados e contos eróticos, além de querer conquistar o mundo de uma forma sutil e que ninguém perceba. Nem mesmo eu.
É isso.
"POSERBOY KRA VC MOREU????// TPO VEI FAS TEMPU KI VC N APARESSI NU BLOG KRA AFF KI PREUKUPADU FIKEI VEI!!!!!!111"
Eu morri sim. Estou escrevendo aqui da minha tumba e góticos morrem de inveja de mim. A conexão wi-fi aqui do cemitério anda ruim e é por isso que eu não tenho postado. Inclusive vou ali ligar pra Brasil Telecom, pra reclamar da conexão. Dá licença.
Convenhamos: grandes idéias resultam em contas bancárias recheadas de dinheiro. Muito dinheiro.
E de onde surgem as grandes idéias? Bem, a minha teoria é que a mãe das grandes idéias é a cerveja, e o pai das grandes idéias é um cérebro embebido em cerveja, como em qualquer família normal. Para comprovar o que eu digo, eis uma citação:
Em 1951, sir Hugh Beaver, o então diretor administrativo da cervejaria Guinness, participou de uma caçada e acabou se envolvendo em uma discussão: qual seria a ave de caça mais veloz da Europa - a tarambola ou o galo-selvagem? Foi assim que ele se deu conta de que um livro que fornecesse respostas para este tipo de pergunta talvez fizesse sucesso. E estava certo!
A página do Guinness Book não me deixa mentir: havia uma cerveja - a Guinness - e havia um cérebro embebido em cerveja - o de Hugh Beaver, que certamente se entupiu de dinheiro.
Não sei se vocês perceberam, mas no final da citação é empregado o termo "sucesso". Pois bem: o Guinness Book é, talvez, a maior prova que a definição de sucesso é bisonhamente imprecisa, e que não tem a menor relação com a quantidade de dinheiro que será ganha por aquele que teve a grande idéia que fez "sucesso".
O Guinness Book é a maior fonte de conhecimentos úteis e inúteis do mundo. Quero dizer, são conhecimentos úteis e simultaneamente inúteis. Por exemplo, graças ao livro, eu sei que o maior monte registrado do universo fica em Marte e tem 25 mil metros de altura. Isso é bastante útil, mas como eu ainda não tenho planos de me mudar pra Marte, fica sendo um conhecimento no mínimo inútil.
Graças à esse livro, eu sei que Kim Goodman é uma mulher capaz de lançar 11 milímetros dos seus globos oculares pra fora das órbitas. Também sei que Paul Hunn é um britânico capaz de disparar um arroto de 104.9 decibéis.
Ao mesmo tempo que podemos conhecer recordes de qualquer espécie, o Guinness é a maior prova que o mundo está infestado por retardados de todo o tipo. Há quem diga que esse posto pertence ao Orkut, mas essas pessoas jamais prestaram atenção neste catálogo de imbecis que é o Livro dos Recordes.
Tudo bem que isso pode soar como uma ofensa, mas dizer que "não tem nada pra fazer" é muito pouco para um cidadão capaz de se pendurar em um helicóptero usando apenas a sucção de uma tigela japonesa de arroz presa à uma corda. Que outro termo usar para alguém que desfere beijos em cobras naja ("viado" está subentendido)? O que dizer de alguém que coloca leite na boca, depois achocolatado, depois açúcar, expele a mistura pelo nariz e bebe? Isso sem contar o sujeito que colocou sabe-se lá quantos prendedores de roupa NO ROSTO. A cara que o infeliz ficou - durante e após os prendedores - faz com que Hellraiser pareça um Ursinho Carinhoso.
Só que uma vez vi um recorde tão gigantescamente estúpido que não consegui imaginar a menor utilidade para aquele feito. Um cara que arrota a 104.9 decibéis pode ser localizado com facilidade pelo som. Uma mulher capaz de lançar os olhos pra fora é capaz de enxergar mais longe e alguém que beija najas pode escapar de um ataque delas, mediante um romance.
Mas qual seria a utilidade de lançar balinhas de chocolate para a boca do irmão utilizando a cartilagem da orelha? Por mais que eu me esforce, não consigo imaginar. Pela graça divina eu não lembro o nome de nenhuma dessas pessoas, o que economiza um espaço importantíssimo na minha parca memória.
O Guinness Book também nos mostra que Robert Pershing Wadlow foi o ser humano mais alto de todos os tempos. O cara media incríveis 2 metros e 74 centímetros.
Não apenas incríveis, mas também egoístas. Uns com tanto, e eu aqui, escrevendo este texto.
(Aviso: este post pode conter spoilers. Ou não. Depende da interpretação, da vontade e do estado etílico e/ou mental do leitor. Se o leitor for cego, logicamente não terá spoilers. Mas se o leitor cego escutar este post, quer dizer que alguém está lendo o post para ele, ou então que o cego é ninja, já que este blog não tem opção de leitura para cegos. Já nem lembro mais sobre o que eu ia escrever nesse post.)
(Ah, lembrei.)
O mundo seria um lugar bem melhor e menos poluído se todos os cineastas tivessem o mesmo senso de humor e de ridículo que John Waters, o diretor de "Mamãe é de Morte", que, se traduzido literalmente, seria lançado no Brasil com o título de "Mamãe Serial" ou mesmo "Mamãe em Série". Isso dá uma rasteira em todos aqueles chatos que dizem que brasileiros não sabem traduzir títulos de filmes.
Quando eu falo em senso de ridículo, eu quero dizer o velho e bom senso que nos faz admitir "ok, isto está ficando uma bosta colossal". John Waters certamente teve este pensamento quando estava no meio da produção deste filme e decidiu: "Já que tá feio, vou aloprar de vez com essa porra."
O resultado final foi um filme horrível, e quando eu digo "horrível" eu quero dizer que "bosta colossal" é um elogio. A coisa é tão grave que o filme é sensacional, uma obra-prima. Vocês vão me dizer que eu estou sendo contraditório, mas acho melhor vocês calarem a boca e assistirem o filme para entenderem o que eu estou falando.
Kathleen Turner interpreta Beverly Sutphin, uma mãe de família que daria orgulho à mãe de Jason Vorhees - e até mesmo ao próprio Jason Vorhees. O espectador é apresentado ao instinto assassino de Beverly em uma cena inusitada: uma inocente mosca espalha seus germes fecais pelo café da manhã da família e, aparentemente, somente Beverly percebe isso. Em meio a um diálogo sem muita importância, ela passa 2 ou 3 minutos do filme tentando trucidar a mosca em meio à torradas, sucos, manteigas e a desatenção total da família.
Higienicamente, a mosca encontra seu fim quando pousa em uma cadeira, e seu cadáver jaz em meio a um efeito especial que parece ter sido feito com uma jaca arremessada do décimo quinto andar de um prédio que só possui 13 andares.
Uma das vizinhas da mulher também é perseguida. Isso me fez lembrar um caso famoso entre o povo underground de Pelotas, onde uma certa guria ligava pra casa de alguém simplesmente para incomodar. Felizmente essa guria não matou ninguém, ao menos que se saiba.
Enfim. Um dos passatempos de Beverly é ligar para a casa da vizinha para passar trotes tão ridículos quanto o incrível "Tem um carro cor de gelo aí na frente? Não? É porque derreteu." O motivo? A tal vizinha roubou a vaga que Beverly ia colocar seu carro no estacionamento. Não falei que lembrava a tal guria do povo underground pelotense? Então.
Beverly não ligou a cobrar!
A supracitada mosquinha é apenas a primeira vítima fatal de Beverly. Na sua lista acabam entrando ainda um professor da escola do seu filho, que morre cuspindo algo que não se sabe se é um dente, um chiclete ou uma melancia - arrisco dizer que é uma mistura dos três.
Outra vítima é o amor da vida da filha - pelo menos era o amor da vida naquela semana. O cara dá um pé na bunda da guria, o que por tabela revolta a mãe e aparece com uma loira de parar o trânsito. A morte do garanhão, por sinal, é uma cena ímpar na história do cinema. Acompanhem o descobrimento do corpo:
Um primor de atuação. Nem Dado Dolabella conseguiria fazer igual. A todas essas, o diretor já estava pensando que o filme não tava saindo exatamente como o planejado e resolve começar a aloprar de verdade. Atentem para o cartaz do filme. Notaram alguém conhecido? É isso mesmo: John Waters tem a colaboração de ninguém mais, ninguem menos que Salsicha.
Scooby Doo resolveu não participar do filme, por achar baixo o cachê de biscoitos Scooby. Percebam como Salsicha fica preocupado.
Lá pelas tantas, Salsicha - que é o filho da assassina - informa à mãe que um coleguinha e seus pais a ofenderam. Não me lembro bem as palavras, mas foram termos realmente pesados. Se a memória não me falha, foi algo como "boba" e "cara de mamão". Isso tudo na hora do jantar da família.
A mãe sorri e diz "já volto". Sem mais essa nem aquela, ela ruma para a casa do tal amiguinho. A família percebe o que está para acontecer e resolve ir salvar o tal amiguinho. É aí que a gente percebe que a casa do tal amiguinho é realmente grande, porque a Beverly entra por um lado e mata os pais do amiguinho, enquanto a família entra pelo outro e interrompe uma punheta furiosíssima que o amiguinho está batendo embaixo das cobertas, inspirado por um filme "pornô" que não excitaria nem mesmo um náufrago tarado e necessitado. E um lado não percebe o outro.
Aí a coisa já descambou pra uma alopragem insana. Para se ter uma idéia, Beverly, com uma faca na mão, desiste de matar uma cliente da locadora do filho. Bondosa que ela só, troca a faca por um PERNIL e manda a velha pro outro lado. A essa altura, Beverly já é celebridade nacional e até entra de graça em shows do L7!
Beverly é mandada a júri, onde dispensa seu advogado e organiza a própria defesa, baseada em 2 livros de Direito: "O Estado contra Fulano" e "O Estado contra Beltrano". Fulano e Beltrano são nomes fictícios, já que não quiseram ser identificados pela minha memória. Obviamente ela é julgada inocente de todos os crimes e encerra o filme matando uma mulher do júri.
Pra vocês comprovarem como o filme é ruim e vocês devem assistir, vejam este vídeo de 9 minutos e 26 segundos:
Agradecimentos especiais à Laurisse, que insistiu demais para que víssemos o filme e tornou minha vida 37% menos tediosa. Gracias!
Começou mais um Big Brother Brasil! E eu não estou lá. Devo confessar, sempre tive vontade de participar do brinquedo, mas nunca consegui me inscrever. Quando eu abria o cadastro, um jogo de Campo Minado tomava minha atenção e eu sempre deixava a inscrição pra depois.
Pelo menos bati meu recorde pessoal no Campo Minado.
Mas se eu dissesse que tenho MUITA vontade de participar do BBB? Eu estaria mentindo. Se eu dissesse que é meu maior sonho? Eu estaria pedindo pra ser internado em um sanatório. E se eu gastasse um dinheiro que eu não tenho pra TENTAR entrar no BBB? Eu estaria pedindo pra ser metralhado em praça pública.
Estudante gastou R$ 12 mil para tentar vaga no ‘BBB’
"Foi uma pena mesmo não terem me chamado. Eu tinha me inscrito uma vez antes, mas sabia que não tinha chance. Agora, me achava mais preparada, estou mais madura."
Obviamente. Joilma Kalliandra - que por uma mísera vogal poderia facilmente ser confundida com a vocalista (?) e dançarina (?) da Banda Calypso - pode ser definida como o novo conceito de maturidade. E admito que eu desconhecia por completo esse conceito.
Sair tirando fotos semi-nua por aí, gastar os 2 mil reais que estavam reservados para uma formatura - a UM semestre disso - e pedir um empréstimo de 10 mil reais, dos quais 5 mil foram pra roupas que seriam usadas NA CASA... rapaz, que maturidade!
"Comecei a me arrumar, fiz clareamento nos dentes, tirei o aparelho. Gastei em vídeos, fotos, publicidade. Só o meu cabelo, que eu tingi e pus megahair, foi quase R$ 2 mil."
Uma coisa não dá pra negar: Joilma ficou belíssima, tanto para a formatura quanto para a alegria do namorado. Pena que ela levou um pé na bunda e mandou a própria formatura pras cucuias.
A estudante assistiu à estréia do "Big Brother Brasil", na última terça-feira (8), e disse que ficou "tristérrima".
Sou obrigado a compartilhar da tristeza da ilustre Joilma. Também fiquei triste. Aquela Juliana é a coisa mais querida do tio e eu não estou lá com ela, nem vou poder consolá-la pela perda do prêmio de 1 milhão de reais.
É lógico que ela vai perder. Depois que um cara fala que é gay num programa desses, quem vocês acham que vai ganhar?
O Campo Minado impediu que o amor da minha vida me conhecesse.
Eis o presente de natal para os seguidores do Deus Metal: Manowar lança camisinhas Warrior's Shield.
A proteção do verdadeiro guerreiro. Porque true metal people wanna rock, not pose. Segundo a banda, "as novas camisinhas Manowar são o acessório romântico perfeito para todos os verdadeiros casais Metal. Esteja você querendo apimentar as coisas no quarto ou sair com alguém após o show, as camisinhas Manowar farão a mágica". E é lógico, a mágica tem a assinatura do Deus Metal. Abençoada seja a palavra de sua imagem e semelhança na Terra, o profeta Manowar.
Pra complementar o ato amoroso de um casal metal, sugere-se preliminares com músicas. "Warriors Of The World United" e "Fighting The World" são boas pedidas. Para os mais religiosos, a sugestão é "The God Mades Heavy Metal".
Logicamente, fui dar a notícia para o Emerson, um grande brother of metal. E obtive a prova que o Deus Metal está envolvido diretamente neste lançamento:
Esse Deus Metal... sempre tão espirituoso!
Diz o velho provérbio tupiniquim: brasileiro é apaixonado por futebol.
Conheço várias pessoas que contrariam esse provérbio. Arrisco dizer que é provável que algumas dessas pessoas prefiram corrida do saco a futebol.
Porém, não há como discutir: brasileiro é MESMO apaixonado por futebol. Afinal, o que dizer da atitude que somente certos brasileiros são capazes em nome de seus times?
Chicão é um gremista doente, no sentido literal do termo. Que tipo de pessoa sã faria uma promessa dessas? E vou além: um brasileiro seria capaz de fazer promessa semelhante se o esporte fosse outro? A resposta, até a Mãe Diná sabe. Somente o futebol pode produzir atitudes como essa.
(Para não perder a piada, colorado que sou, digo que "gremista doente" é uma redundância.)
Pois eis que voltamos a viver situação semelhante. Fernando Carvalho (teórico futebolístico, profeta, ex-presidente e semideus colorado) já dizia: a bola pune. Após um 2005 com mais maracutaias que bingo promovido pela máfia siciliana, o Corinthians está prestes a cair para a Segunda Divisão brasileira. Tudo depende da dupla Gre-Nal: se o Grêmio vencer o Corinthians e o Inter perder para o Goiás, o Corinthians comprovará a mística tese carvalhiana e será punido pela bola.
Dado os fatos, torcedores da dupla Gre-Nal estão unidos na corrente mais inacreditável da história do futebol gaúcho: colorados torcerão contra seu próprio clube e a favor do maior rival. Coisas do futebol. E é lógico que isso já causou o desespero de 140% da torcida do Corinthians, que, aparentemente, resolveram se solidarizar com Chicão.
Vejam a que ponto chega a paixão de um corinthiano doente (redundância?): além de oferecer o próprio fiofó pelo seu time de coração, ele coloca a (agora ex?) namorada na negociação. Isso só não é uma mudança de sexo por uma mera questão burocrática.
Aproveitando as últimas gotas de sanidade que lhe sobraram, o intrépido JhoNATA percebeu que nem mesmo seu fiofó e a namorada são capazes de salvar o Corinthians. Apagou o tópico e o próprio perfil - mas não sem antes dizer que nunca teve relacionamentos com homens. Que outro esporte poderia produzir uma obra teatral tão dramática, surpreendente, assustadora e hilária como esta? É de fazer inveja a Shakespeare.
O futebol é mesmo uma caixinha de surpresas.
Pelamordedeus, passou tanto tempo desde o último post que eu já nem sei mais que desculpa dar para a falta de atualização. Então vou inventar que fui capturado por terroristas árabes, que me confundiram com o vizinho deles que é muito chato e adora escutar música alta, incomodando todo mundo.
Isso me impediu de postar antes.
Enfim. Talvez poucas pessoas saibam, mas eu tenho um espírito empreendedor de grande talento. Arrisco dizer que nem mesmo eu sabia disso.
Há poucos posts atrás, ensinei a fazer um programa futebolístico. Agora, mostrarei a vocês meu novo projeto pra tirar o pé da inhaca. Certamente vocês notarão a influência da faculdade que faço.
Ou seja, após me formar, pretendo entrar para o ramo da MOTELARIA. Lhes apresento o projeto do "Historic Love Sex Motel":
Quarto egípcio - Será em forma de pirâmide. Para chegar lá (no quarto), diversas passagens secretas, ideais para preliminares. Ao chegar lá (no quarto), o casal (ou grupo, vá saber) encontrará esquifes mofados ao invés de camas, onde eles chegarão lá (ehr... "lá"). A decoração, múmias fedorentas em trajes íntimos, ajudarão na empolgação do casal. Ou grupo. Vez ou outra a banheira de hidromassagem inundará o quarto inteiro, simulando as cheias do Rio Nilo.
Quarto romano - Em forma de arena, o casal - ou grupo - deverá fugir de leões e tigres enquanto fazem o que têm que fazer. Uma ótima pedida para aqueles que adoram um sexo cheio de adrenalina.
Quarto da Inquisição - Velas, instrumentos de tortura, carrascos e carrascas de máscara, fogueiras. Perfeito para os adeptos do sadomasoquismo, e o melhor: tudo com o consentimento da Santa Mãe Igreja.
Quarto da Guerra dos Cem Anos - Pague 100 anos e usufrua de 116 anos de puro prazer!
Quarto Guerra Fria - O casal será separado por um muro. Ideal para amantes do sexo virtual, onde poderão abusar do sexo oral (do verbo "falar", e não do verbo "chupar").
Quarto da Ditadura - O casal entrará e não fará nada, porque tudo é proibido. Ideal para aqueles que nem se lembram mais do nome da(o) companheira(o).
Quarto dos Anos Rebeldes - O casal entrará e fará de tudo um pouco, porque tudo é liberado. Ideal para aqueles que... que... ah, ideal pra todo mundo. Vai ter até árvore, para os admiradores de Sergei.
Quarto do Impeachment de Collor - Basta entrar, fazer o que tem que fazer e levar um pé na bunda colossal. Ideal para rolar aquela ceninha de "Não me deixe só...".
Ainda há vários outros quartos, mas estou muito ocupado no momento, contando o dinheiro que ainda não ganhei com o meu motel, que certamente será um marco histórico na humanidade.
O povo reclama demais. Reclama do preço do cigarro; reclama que a maconha não é de boa qualidade; reclama de atendimentos de telemarketing; reclama que os traficantes não dão segurança suficiente à população...
Vejo muita reclamação, mas entendo pouco delas. A moda agora é reclamar da absolvição de Renan Calheiros. Tudo ótimo, o cara é um ladrão, mas o que defeito ele tem que o Paulo Maluf ou o Collor não têm? Um óculos que tem o mesmo preço de um iPod? Uma amante que posa para a Playboy? Um pijama rosa de bolinhas amarelas?
Outra reclamação que me intriga é que "a justiça é muito lenta". Se a justiça fosse realmente lenta, porque o Mike Tyson foi solto em apenas 3 aninhos? Porque o Renan Calheiros foi julgado tão rapidamente?
Apesar dessas perguntas, é consenso que a justiça é lenta. O que ninguém conclui é que a justiça é lenta devido às bobagens que são julgadas diariamente. Por exemplo, enviar dinheiro ao exterior sem declará-lo é ilegal. Isto é algo totalmente sem noção, diria até preconceituoso.
Não entendo essa possessividade. Qualquer pessoa pode viajar para o exterior, seja a trabalho ou a lazer, então porque diabos o dinheiro não pode? Dinheiro também tem direito de tirar férias em ilhas paradisíacas do Caribe. Se quiser, pode até adquirir moradia por lá, porque não? Por acaso o dinheiro é um ladrão terrorista, estuprador, assassino, bobo, feio e chato?
Pela libertação e pelo livre trânsito do dinheiro! Abaixo a repressão!
Também me causa estranheza os processos por lavagem de dinheiro. Isso é até uma atitude anti-cristã, pois lavar dinheiro é um ato de nobreza, onde o ladrão demonstra arrependimento pelo seu erro e busca a redenção. Portanto, criticar uma pessoa por lavagem de dinheiro é uma blasfêmia que vai contra os princípios cristãos de bondade. Os padres, bispos e reverendos deveriam pregar isso, já que sairiam duplamente beneficiados.
Afinal, desde os meus tempos de Jardim de Infância ouço falar que o dinheiro é cheio de micróbios e que a higiene é fundamental para a saúde humana. Logo, os religiosos receberiam dinheiro limpo, cheiroso e com aroma de lavanda diretamente de um ato de caridade.
Por um dinheiro limpo e cheiroso! Higiene para todos! Abaixo a sujeira!
Formação de quadrilha é outro crime que eu não entendo. Os humanos precisam se relacionar uns com os outros, e para isso procuram aqueles com que melhor se identificam. Já viram satanistas se juntarem com evangélicos para tomar uma cerveja? Lógico que não. Não há entre eles a mesma afinidade que existe entre advogados, empresários e políticos. Eles não formam quadrilhas, formam apenas um grupo que têm as mesmas idéias e intenções. São apenas amigos, minha gente!
Arrisco dizer que, se deixassem de julgar esses crimes, o Senado e a Câmara dos Deputados deixariam de existir. Afinal, eles não teriam o que fazer. O único problema é que não veríamos mais as amantes deles na Playboy.
É por isso tudo que a justiça é lenta. Os caras se preocupam demais em julgar coisas que são doentias.
Ô gente bem paranóica!
Os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro foram um sucesso. A vaia para o presidente foi bem executada, o Brasil teve o melhor desempenho da história dos Jogos, os argentinos tiveram chiliques com o nosso desempenho, cubanos deserdaram e, além disso tudo, conseguimos passar a ilusão que somos o país que dá melhores condições de vida a deficientes físicos.
Isso sem contar que os traficantes aproveitaram o período de disputa dos Jogos para tirar férias. Ou seja, além de tudo de bom, os Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro se mostraram um ótimo programa de segurança. Inclusive vou começar a defender que o Brasil organize 3 ou 4 Jogos Panamericanos por ano, para o bem da segurança pública.
Mas, cá pra nós, tenho pena dos atletas vencedores. Que medalha bem feia essa que foi distribuída nos Jogos Panamericanos do Rio de Janeiro. Imagino que a pessoa que criou essa medalha sofria de um mal de Parkinson agudo. Porque, pelo menos no meu tempo, as medalhas tinham um formato circular. Dessa vez, nem um quadrado conseguiram fazer.
Vendo uma medalha dessas, descobri que meus trabalhinhos em argila nas aulas de Educação Artística eram lindos. Daí se chega à conclusão que eu acabei de perder uma grana federal, porque eu podia ter projetado as medalhas destes jogos.
Se eu fosse um atleta, não faria questão de ganhar uma medalha dessas.
- Ih cara, não ganhou medalha?
- Pois é. Mas o importante é competir, né?
E sairia comemorando. Ou então eu perguntaria se não tinha uma medalha mais bonitinha. Talvez de outros Jogos. Já servia.
Segundo o site oficial do evento, os autores associaram os conceitos olímpicos ao espírito inovador e à modernidade. O tradicional formato circular foi deixado de lado. A forma escolhida foi a trapezoidal, com curvas inspiradas no desenho dos pássaros da logomarca do Rio 2007. O formato remete ao esforço em busca da capacidade de superação dos limites.
Em outras palavras, a medalha não tem uma forma de verdade. Disseram que é "trapezoidal" para disfarçar a feiúra da coisa. Pior ainda, é inspirada em desenhos de pássaros.
Se eu fosse um pássaro, me sentiria ofendido com o desenho.
Isso sem falar no mascote dos Jogos:
O site oficial diz que O solzinho Cauê é a mascote oficial dos XV Jogos Pan-americanos e Jogos Parapan-americanos Rio 2007. Um símbolo que tem a cara da Cidade Maravilhosa, conhecida em todo o mundo por sua alegria, pelo sol e pela hospitalidade.
Um solzinho? Ora porra, querem enganar quem? Tá mais do que na cara que isso é um desenho primitivo que originou a Lisa Simpson.
O pior é que esse tipo de "arte" direcionada ao esporte só tende a piorar. Vide as últimas camisetas da Seleção Brasileira, que são tenebrosas. E o que falar do logo dos Jogos Olímpicos de Londres 2012?
Um convite à cegueira.



